Sistema de freio do carro: como funciona e problemas mais comuns

Sem sombra de dúvidas, o componente mais importante para a segurança de um carro é seu sistema de freio. Afinal, além de sua função básica no dia a dia, em situações de emergência é a sua eficiência que evita acidentes. Por isso, quanto mais tecnologia envolvida nos freios mais seguro é o veículo.

É por esse motivo que é importante conhecer cada detalhe de seu funcionamento. Não só isso. É preciso saber como fazer sua manutenção e, principalmente, como identificar algum problema. Nesse sentido, também vale a pena conhecer os diferentes tipos de freios presentes nos veículos atuais e as suas características.

Neste artigo, você vai conhecer todos esses detalhes e entender melhor como funciona esse componente tão essencial para a sua segurança. Continue lendo!

Por dentro do sistema de freio

Para entender como funcionam os freios do seu carro é preciso conhecer as partes que o compõem. De modo geral, são sete elementos básicos:

Pedal: é a parte acionada pelo motorista e, quando está tudo em ordem com o sistema, não exige muita força.

Servo freio: é o dispositivo que transmite a força do acionamento do pedal para o sistema, multiplicando essa força para garantir a eficiência da frenagem sem exigir esforço do motorista.

Fluido de freio: é o óleo especial que preenche a tubulação do sistema. É projetado especialmente para essa finalidade e também ajuda na transmissão de pressão para ativar o freio.

Cilindro mestre: é o dispositivo que leva o fluido até os pistões de acionamento das pinças ou tambores de freio. É o que transforma a pressão mecânica exercida no pedal em pressão hidráulica multiplicada e repassada para os freios nas rodas.

Mangueiras e canos: são responsáveis por conduzir os fluidos e são projetados para suportarem altas pressões.

Pastilhas ou lonas: são os responsáveis por entrar em contato e atrito direto no disco ou no tambor de freio, efetuando a frenagem propriamente dita.

Disco ou tambor: são os componentes instalados nas rodas e que recebem o atrito das pastilhas ou das lonas.

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Tipos de sistemas de freios

A parte final de um sistema de freio é a que está conectada às rodas. Basicamente existem dois tipos:

Tambor – é o mecanismo mais antigo. Nele, um cilindro hidráulico instalado dentro do tambor de freio aciona um conjunto de lonas que, pelo atrito, efetuam a frenagem.

Disco – em vez de tambor, há um disco conectado às rodas. Ele recebe o atrito de pastilhas de freios presas à pinças.

Tecnologias atuais

A chegada da eletrônica nos carros há algumas décadas trouxe diversos incrementos para a eficiência e segurança das frenagens. Hoje, há três tecnologias principais que atuam em conjunto com os sistemas de freios. São elas:

ABS (Anti-lock Braking System): por meio de sensores, evita o travamento das rodas, impedindo a derrapagem do carro em uma frenagem brusca. Está presente nos modelos Saveiro e Amarok.

EBD (Electronic Brake Distribution): faz a distribuição eletrônica da força aplicada entre os eixos traseiro e dianteiro, melhorando a eficiência da frenagem. Costuma atuar em conjunto com o ABS e faz parte dos modelos Novo up! e Voyage.

ESC (Electronic Stability Control): é hoje considerada a melhor tecnologia para a segurança de um veículo em caso de frenagem. Utiliza diversos sensores para garantir estabilidade em curvas e em frenagens, atuando até na correção de trajetória em situações de risco. Os modelos Volkswagen equipados com essa tecnologia são: Novo Polo, Golf, Virtus, Jetta, Passat, Golf Variant, Tiguan Allspace e Touareg.

Sinais de alerta

A manutenção periódica das condições dos freios é algo indispensável. Verifique sempre quais são as recomendações indicadas pelo fabricante para a substituição de partes.

Além disso, fique atento a alguns sinais que podem indicar problemas nos freios. Os principais são:

  • Trepidação ao frear sentir o volante tremer ou o carro trepidar durante a frenagem pode indicar problema no disco de freio.
  • Ruído ao acionar os freios – som de ferro raspando em ferro quando se freia indica desgaste excessivo das pastilhas, o que compromete sua eficiência.
  • Pedal de freio muito baixo – pedal muito baixo na hora de frear pode ser causado por uma corrosão do fluido dentro do cilindro mestre.
  • Pedal de freio muito alto ou duro – se com o carro ligado o pedal estiver alto ou mais rígido que o normal há chances de ser algum problema no servo freio.

Fique atento a esses sinais no sistema de freio e faça as manutenções regulares. Também não esqueça de fazer uma checagem completa antes de uma viagem longa. Assim você garante a segurança e a tranquilidade na condução do seu carro.

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Texto: Rogério de Moraes/Colaborador