Dicas para investir no Tesouro Direto
5 dicas para investir no Tesouro Direto

Acumular algum capital ou, como dizem, juntar um dinheirinho, não é uma tarefa fácil. Por isso, quando conseguimos guardar um pouco de grana, logo pensamos em como fazer esse dinheiro render. O problema é que o assunto investimento sempre gera muitas dúvidas, pois parece um universo cheio de complicações e, até mesmo, armadilhas. Mas, existe uma opção de investimento simples, segura e ao alcance de qualquer um. Ela se chama Tesouro Direto.

Esta é uma forma bastante tranquila de fazer um investimento, seja qual for o valor que você tem disponível. Por suas características, pode ser um meio de realizar algum desejo de curto, médio ou longo prazo. Desejos como a compra de um carro novo, uma viagem dos sonhos, um imóvel ou mesmo garantir uma boa aposentadoria.

Para que você conheça melhor essa forma de aplicar seu dinheiro, reunimos aqui 5 coisas que você precisa saber sobre Tesouro Direto.

1. O que é Tesouro Direto?

Trata-se de uma das modalidades de investimento em título públicos, conhecida como investimentos em Renda Fixa. Basicamente, no caso de títulos federais (como o Tesouro Direto), o governo faz a emissão como forma de se financiar. Ao adquirir um título público é como se você estivesse emprestando dinheiro ao governo por um determinado prazo e ele, em troca, remunera esse dinheiro. Assim, o Tesouro Direto é um investimento em Renda Fixa criado especificamente para um investidor pessoa física.

Dicas para investir no Tesouro Direto
O valor mínimo para investir no Tesouro Direto é bastante acessível, podendo iniciar com R$ 30,00

2. Qual o valor mínimo para investir?

Por ser um investimento focado em pessoas físicas, seu valor mínimo é bastante acessível, sendo possível iniciar com apenas R$ 30,00. No entanto, há duas taxas às quais se deve ficar atento.

A primeira é a única taxa obrigatória, chamada Taxa de Custódia, cobrada pela Bolsa de Valores. Ela é de 0,3% ao ano sobre o total do investimento.

A segunda é uma taxa de administração cobrada por algumas corretoras. Nesse caso, o valor varia muito entre as diversas instituições, sendo que algumas já não cobram mais esta taxa. Por isso, vale sempre pesquisar antes.

3. Como investir?

São poucos passos para fazer um investimento. Primeiro, é preciso ser correntista em alguma instituição financeira que faça transações com o Tesouro Direto. Pode ser um banco ou mesmo uma corretora. Ele será seu agente de custódia, uma espécie de intermediário para seu investimento.

Depois, basta fazer um cadastro na área de Tesouro Direto desta instituição, a partir do qual receberá uma senha de acesso específica para o site do Tesouro Direto.

Por fim, basta acessar o site do Tesouro Direto e comprar os títulos de acordo com seus objetivos. No próprio site há orientações de como escolher o melhor título para o seu perfil e seus propósitos.

Despertador ao lado de moedas empilhadas com plantas crescendo por cima.
O retorno do investimento no Tesouro Direto vai depender de alguns fatores e da categoria de título público escolhido

4. Como é feita a remuneração?

O retorno vai depender de alguns fatores e da categoria de título público escolhido. No Tesouro Direto, eles são divididos em três tipos:

  • Pré-fixados – que pagam no vencimento uma taxa já estabelecida no momento da compra;
  • Pós-fixados atrelados à Selic – que remuneram de acordo com as oscilações da taxa Selic até a data do vencimento;
  • Pós-fixados atrelados à inflação – que pagam uma taxa definida na compra acrescida da flutuação da taxa de inflação medida pelo IPCA.

5. É um investimento seguro?

Títulos públicos são considerados a modalidade de investimento de menor risco possível. Não só em relação à garantia de venda como também em relação à garantia de retorno. Isso porque a liquidez é diária, ou seja, você pode fazer o resgate a qualquer momento, mesmo antes do vencimento. No entanto, ao fazer isso, reduz sua chance de rendimentos, pois a garantia de retorno está atrelada ao cumprimento do prazo do vencimento.

Isso não significa que vender o título antes do vencimento represente, automaticamente, uma perda ou um prejuízo. Tudo vai depender das variações das taxas atreladas ao título até o momento da venda.

O Tesouro Direto é uma forma de investimento adequada para quem não quer complicações e nem correr riscos. Ele funciona muito bem como alternativa à poupança, pois tem uma remuneração melhor. Assim, pode ser usado como instrumento para a conquista de diversos objetivos financeiros e materiais, como mostra o simulador oferecido pelo site oficial. É uma ótima maneira de aplicar aquele dinheiro acumulado ou de começar acumular algum.

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Texto: Rogério de Moraes/Colaborador